quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os últimos três dias foram agitados. O congresso começou na segunda e tivemos palestras das 9 da manhã até as 7 da noite. Depois saímos para jantar. Na 3a, palestras o dia inteiro de novo, e o jantar oficial à noite. Hoje eu não fui no workshop na parte da manhã, pois estava preparando o que iria falar no workshop da parte da tarde.

O workshop foi ótimo. Discutir com pessoas que pesquisam coisas semelhantes às minhas é como conversar com pessoas que falam a minha língua, ainda que a discussão seja toda em inglês.

Eu sempre acho que minha apresentação poderia ter sido melhor, principalmente quando é em inglês. Eu tinha a impressão de que estava o tempo todo enroscando nas palavras. Mas no final, as pessoas vieram me elogiar, dizendo que estava muito bom. Ou seja, a impressão de que eu estava enroscando deve ser fruto do meu perfeccionismo...

Algumas fotos:


Poster presentation



Margot Wilson, Lia Viegas, me and Martin Daly



Evolutionary Psychologists are always happy... Look at Jerry!


O povo sambou e sambou e sambou no jantar... Com Lucas, Marco, Dida e Zé Henrique tocando, até mesmo a Heide Keller já estava cantando "Não deixe o samba morrer / não deixe o samba acabar". E o ponto alto da noite foi a performance do César com "Vai, Wilson, vai!".

Cheguei aqui 2h da madrugada, muito cansada e feliz, animadíssima com a vida acadêmica!

domingo, 19 de abril de 2009

Ostra?

Hoje o dia foi incrivelmente comprido, gostoso e cansativo.

Acordei 7h e fui logo para a praia. Andei até o Morro do Careca, onde as ondas são mais fracas, nadei um pouquinho e, quando dei por mim, o sol já estava meio alto no céu, imaginei que deviam ser umas 10h ou mais. Voltei para o hotel e tive uma surpresa: eram 9h. Aqui o sol nasce cedo e se põe cedo, cerca de 17h.

Fui ao mercado comprar coisas para o café da manhã. É engraçado notar as marcas que eles têm por aqui. Tem bastante coisa regional, e dei preferência para elas. Além de mais baratas, é legal incentivar as empresas menores.

Depois entrei na internet para pesquisar o que tem de interessante por aqui. Pretendo ir à Pipa e à Redinha. Estou angariando interessados...

Fui à Pousada à pé, pois finalmente aprendi o caminho. Tomei água de coco por R$ 1,50 na praia. Almocei comida japonesa com peixes brasileiros, provavelmente natalinos - tudo bem, eu sei que é "potiguar" - com gosto de bem frescos.

Fui para a praia de novo com a Renata e o Léo, que chegaram de madrugada. Fomos (advinhem...) para o Morro do Careca. Chegando lá, tirei uma foto que eu queria ter tirado ontem, mas estava sem máquina:


Pois é, não sei se existem ostras na areia, no mar, se chovem ostras, se é para as ostras prestarem atenção ou se estão me chamando de ostra. O fato é que não vi ostra alguma por lá!

Depois voltei para a pousada, tomei banho, dormi um pouquinho e fui ao hotel Praiamar, onde haveria a abertura do Simpósio. Foi meio ridículo, em um congresso internacional, a abertura ter sido em português. O pessoal de fora estava boiando. Mas em seguida Martin Daly e Margot Wilson deram uma palestra legal!

No coquetel, tinha cerveja, batida e samba. Sambas legais, tipo Cartola. Foi bem engraçado ver os professores (inclusive os gringos) sambando.

Dois professores não vieram. Esqueceram completamente que precisavam tirar visto para vir ao Brasil. Acharam que era só entrar no avião e beleza. De que nacionalidade eram? Estadunidenses, claro. Um deles era o professor que eu gostaria de encontrar para discutir minha pesquisa... :-( Mas tudo bem, ainda tem muita gente interessante neste congresso, e que sabe tirar visto!!! Ou nem precisa dele, porque é daqui mesmo.

Agora é dormir, que amanhã tem mais!

sábado, 18 de abril de 2009

Natal? Em abril?

Sim, Natal em Abril.

Estou aqui desde hoje às 3h da madrugada. Viagem que mistura congresso+lazer, é claro. Do jeito que eu gosto. A cidade é linda!

Hoje visitei meus colegas da USP na Pousada Maritimos. Do terraço e da piscina, dá para enxergar a praia, que é linda, linda, linda. Também dá pra ver o Morro do Careca, que eu descobri que na verdade é calvo, e não careca. Vejam só:


De manhã fiquei na piscina da pousada alheia, lendo artigos! Sim, é o cúmulo da nerdice, mas eu gosto de nerdice, rs...

No almoço, fomos ao restaurante Camarões, pertinho da pousada, que é incrível! Tem camarão de tudo quanto é jeito, e todos os que nós comemos (4 tipos) estavam ótimos. Tinha camarão no jerimum, camarão cajueiro (com castanha de caju), camarão fondue, camarão crocante... Enfim, comi até ficar com a barriga bem cheia, a ponto de só agora, 21:15, estar me dando fome outra vez.

De tarde eu desmaiei na cama da Ana Karina. O stress da semana inteira (tive uma semana tensa antes da viagem) e o cansaço de ter viajado de madrugada foram embora enquanto eu sonhava que havia um escorpião na escada que eu e a Ana K. descíamos para ir à feira de artesanato.

No fim da tarde, aproveitando que o sol estava mais fraco, fui para a praia, pertinho da pousada, e andei até o tal do Morro do Careca, que na verdade é calvo. É longinho, acredito que uns 3 Km. Mas foi uma delícia amassar a areia molhada com os pés e sentir a água quentinha até os joelhos.

Na volta, encontrei alguns colegas, entre eles o Marco e o professor Jerry, que estuda o ciclo circadiano das galinhas. O sol estava se pondo e o contraste entre o pôr do sol, o mar, as nuvens de chuva que estavam se formando (e às vezes chuviscavam na nossa cabeça), as luzes da cidade e a areia formaram uma paisagem maravilhosa!

O sol já havia se posto completamente quando chegamos na altura da pousada. As meninas resolveram voltar, Marco e Jerry resolveram nadar, e eu decidi que nadar era mais gostoso. A água estava inacreditavelmente morna. Eu não enxergava direito porque estava sem meus óculos. Só via tudo escuro, tudo se mexendo no ritmo do mar, algumas luzinhas no céu que, apesar de fora de foco, eu sabia serem as estrelas. Algumas ondas médias, outras fortes. Algumas arrebentavam em cima de mim e diversas vezes eu tomei caldo e quase perdi a parte de cima do biquíni. Na última, eu rolei pela areia e me ralei um pouquinho, mas tudo bem. Valeu a pena!

Um fenômeno curioso: às vezes, quando vinha uma onda forte, víamos uma espécie de semi-círculo branco no céu, na direção do fundo do mar. Algo que Jerry definiu como "a rainbow without colors". Muito bonito e intrigante. Não sabemos o que provocava essa ilusão de ótica.

Para terminar, resumo de conversa com o Jerry na hora do almoço:

J: What are you researching?
G: Postpartum depression.
J: Have you ever had a baby?
G: No, I haven't...
J: How can you study something that you haven't experienced?
G: Have you ever been a chicken?
J: No, I haven't, but I have ever eaten a chicken!

Professor Jerry is nice... :-)

sábado, 9 de agosto de 2008

De volta ao Brasil

De volta à minha terra natal! Retornar foi muito interessante. Mas antes de falar sobre as emoções do retorno, deixa eu contar um pouquinho sobre o fim da viagem.

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Depois da minha apresentação, fiquei um pouco mais tranqüila e resolvi conhecer a cidade. Fui a muitos lugares legais:

- Como não podia deixar de ser, visitei o famoso Muro de Berlim, ou o que restou dele. Decepcionante, em certa medida. Eu imaginava que fosse alto, grosso... Uma Miniatura da muralha da China! Mas não: é um murinho pequeno, fininho. Pelo jeito a questão não era o muro, em si, mas sim a fiscalização em torno dele. Tem lá uma guarita preservada, com a famosa frase "You are leaving the American Sector" em várias línguas.

- Também visitei o Museu do Judaísmo. Muito interessante, mais pela arquitetura do que pela exposição, em minha opinião. O prédio tem o formato de um ziguezague com três eixos cortando-o. Há um jardim chamado "Jardim do Exílio", que dá uma impressão estranha. Tudo me parecia muito familiar, e ao mesmo tempo diferente, esquisito - exatamente como eu me sentia passeando pelas cidades da Europa: era meu mundo, mas não meu país. Acho que captei a mensagem...

- Tem uma catedral lá que chama-se Käiser-Wilhelm-Kirsche (perdoem-me pelos prováveis erros de ortografia). Muito bombardeada durante a guerra, coitada! Sobrou só um restinho, que está preservado como monumento histórico. Pelo que sobrou, imagino o quanto ela deve ter sido bonita e grande...


- Também visitei a Catedral de Berlim. Grande, imponente, com uma bonita praça na frente, toda coberta de grama. Como estava um calorão, os alemães (ou, como diríamos eu a e Ju, os "limões") estavam lá de biquíni ou calção, tomando sol e entrando na fonte para refrescar. Incrível a naturalidade com que faziam isso... Por dentro, tudo muito luxuoso: cúpulas, vitrais, obras de arte... E um grande órgão de foles, do jeito que eu gosto! Será que um dia eu vou ter o prazer de tocar um órgão desses? Só pelo gostinho?


- Claro que eu não poderia deixar de ir a um museu de arte por lá (eu vi museus de arte em todos os países!). Fui ao Pergamon, o famoso Pergamon. Estava rolando uma exposição sobre a Babilônia. Vi coisas incríveis, como o código de Hamurabi e alguns dos primeiros escritos sobre astrologia, ciência pela qual tenho me interessado muito atualmente. Antes que os USPianos me matem, estou usando a palavra ciência em sua concepção original, que não restringia o sentido à ciência positivista, como atualmente se usa. Também havia muitas obras no estilo clássico. Eu gosto muito de esculturas... Não consigo imaginar como é que alguém pode transformar um bloco de mármore em figuras tão perfeitas. Olhando a expressão das pessoas e animais esculpidos, era quase como se eu os visse em movimento. Para mim, que tenho um precário raciocínio espacial, é ainda mais incrível pensar que alguém fez uma obra de arte que extrapola as duas dimensões de uma tela plana.

- Outro passeio interessante foi o tal Pub Crawl, a excursão pelos Pubs de Berlim. Logo que cheguei lá (sozinha, pois a Ju e a Lia não quiseram ir e os meninos, meus companheiros de aventuras, já tinham ido embora), perguntei a um rapaz: "Hello, is this the Pub Crawl?" e ele respondeu: "Yes, você é brasileira?". Como ele descobriu eu não sei. Sei que além de brasileiros, encontrei gente de todo canto (menos da Alemanha): Nicarágua, Itália, França, Argentina, Índia, Canadá... Isso é que era legal: eu ia conversando com todo mundo e aprendendo um pouquinho sobre as outras regiões do nosso planeta. Que graça tem ir para tão longe, se não for para conhecer o que é diferente? Bem, também aproveitei bastante a cerveja e as outras bebidas que nos ofereceram por lá na faixa. Tinha uma que era típica da Alemanha: pronuncia-se "Ainsmasters". E fiquei impressionada com a variedade e a criatividade dos PUBs por lá. Todos têm um estilo muito característico.

Bem, essas foram minhas últimas aventuras por Berlim. Vou parar de escrever agora, afinal tem gente que reclama (com uma certa razão) que escrevo demais. Depois conto minhas impressões sobre o Brasil quando voltei. Como eu esperava, a viagem mudou minha cabeça e minha percepção.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Atualizando: agora estou em Berlim!

Estou um pouco atrasada com as notícias. Vamos ver se consigo dar uma adiantada nas informações...

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No meu segundo e último dia em Roma, que foi domingo passado, fui ao Museu do Vaticano. Eu, Lia e Ju saímos logo cedo. Encontramos Ana K. no metrô (ela estava em outro hotel). Não pegamos muita fila, porque chegamos antes do museu abrir.

Eu achava que o museu do Vaticano teria apenas coisas relacionadas com a religião católica, mas não é bem assim. Tem muitas obras de arte por lá, parece um Louvre em miniatura. Tem até mesmo obras que datam de antes de Cristo.

É interessante notar que muitas das esculturas têm uma espécie de folha cobrindo os órgãos genitais, à moda Adão. Em algum momento, devem ter achado que era um pecado mostrar os genitais em obras de arte e resolveram cobri-las. Mas há também as esculturas castradas: arrancaram o pênis delas! A Igreja castrou a arte!

Em minha opinião, existe uma grande contradição entre o conceito de criação divina do homem e o pudor da exibição do corpo nu. Por que é que uma criação divina deve ficar escondida?! Lembrei de meu médico homeopata, o Paulo de Tarso, que uma vez me disse que muitas pessoas confundem castidade com castração.

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Sem dúvida, o que mais me impressionou em todo o museu foi a famosa Capela Sistina. Michelangelo era o cara! A capela é simples, pequena, não tem nada além de um pequeno altar que mal aparece em meio às paredes coloridas. Na época em que foi construída, as pessoas assitiam à missa em pé, então nem banco tem.

Meus olhos não paravam de rodar pelas paredes, pelo teto, pelos cantos todos de lá. As pinturas são tão perfeitas que, à primeira vista, algumas parecem até ser esculturas, por causa do senso de perspectiva.

O único problema de lá é a multidão. Eu e a Lia nos perdemos da Ana K. e da Ju. Depois, eu me perdi da Lia. Desisti de procurá-la, pois tentar encontrá-la na capela seria algo similar a brincar de "Onde está Wally", com o adicional de que as figuras se movem (não ficam paradas como no livro). No entanto, como milagres acontecem, acabei vendo-a passar na rua na fronteira entre Roma e Vaticano, enquanto eu comia um lanche num trailer. Nos juntamos de novo e fomos ao Coliseu (ou, em italiano, Colosseu).

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Muito interessante pisar em uma construção de uns 2.000 anos atrás! O Coliseu dá a impressão (e claro que não é só impressão) de algo absolutamente sólido e perpétuo.

Incrível pensar que o lugar era usado para que o povo se divertisse vendo leões e hipopótamos comerem cristãos. Há um contraste marcante entre o ser humano em seu esplendor, que pode erguer com força e criatividade uma obra arquitetônica daquelas, e o ser humano cruel, que tem prazer na dor alheia.

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Ao lado do Coliseu, há um sítio arqueológico muito importante. Fomos até lá. Pisávamos em alicerces de construções que foram erigidas antes de Cristo. Sentar nas pedras e olhar a paisagem (árvores, Coliseu, cúpula da Basílica de São Pedro, etc.) era muito relaxante... Tive vontade de pegar um caderno, uma pena e um tinteiro e ficar por lá uma tarde toda, escrevendo.

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À noite, fomos jantar com um simpático professor italiano que havíamos conhecido em Bologna. Conversamos sobre muitas coisas, principalmente semelhanças e diferenças entre Brasil e Itália.

Um dos assuntos mais recorrentes foram as "bad words". Foi assim que descobri que "cazzo" é uma espécie de caralho italiano. Mas o principal: descobri que o equivalente em italiano à expressão "I would like to eat you" não corresponde ao significado da expressão em português. Quando um rapaz italiano quer "manjare" uma moça, isso significa apenas que ele está apaixonado por ela.

O problema dos idiomas é que eles não seguem a regra lógica que diz que se a = b e b = c, então a = c.

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De domingo para segunda eu me lembrei de um sonho, coisa que não havia acontecido desde que cheguei na Europa. Acho que a realidade tem sido tão onírica que não tenho precisado sonhar. Pra uma intuitiva introvertida como eu, ver, ouvir e sentir tantas coisas diferentes tem estimulado demais a minha função sensação extrovertida (que, por ser a inferior, é a que me dá acesso ao inconsciente). No entanto, desta vez eu sonhei e me lembrei do sonho. Ele foi todo em inglês!

Eu estava em um lugar fechado que parecia um parque. Sugeriram que eu fosse escorregar num tobogã. Eu fui e, quando cheguei, vi que não era muito alto - apenas umas três vezes a minha altura. Subi as escadas e percebi que na verdade, era um toboágua. Eu estava de calça jeans e camiseta e não quis molhar a roupa, então eu disse para mim mesma: "water?!".

O funcionário que cuidava do tobogã ficou me olhando, sem entender por que eu não descia. Eu disse: "I'm sorry, I have to return". Comecei a pedir licença para as pessoas que estavam na escada, atrás de mim.

O funcionário perguntou: "Don't you like the tobogã?" (Estranhamente, tobogã era dito em português. Deve ser porque eu não sei como se fala isso em inglês, e no sonho também não sabia, hehehe!). Eu respondi: "Not much. It needs to be more dangerous in order to be exciting!". Ele sugeriu: "So you should try the next one!".

Aceitei a sugestão e fui até o tobogã seguinte. Esse era seco e muito, mas muito mais alto que o anterior! Subi as escadas, olhei para baixo e tive medo. Ainda assim, resolvi escorregar. Pensei: "I'm in Europe! I have to try everything I can!". Então acordei.

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No domingo, acordei cedinho, consegui dar jeito nas malas e fui para o aeroporto Roma Ciampino. Por pouco não me barram por excesso de bagagem: a mala tinha 29 Kg, e o máximo permitido é 20 kg. Mas quando eu fiz a reserva, já tinha pensado nisso e incluído no total de despesas mais 5 kg de excesso de bagagem. Então, dei uma conversada por lá e eles acabaram me deixando embarcar sem pagar despesas extras.

Assim, peguei o avião para Berlim - provavelmente a última cidade que irei conhecer por aqui, desta vez. E a cidade em que faria a minha tão temida "oral presentation".

Conheci um rapaz italiano no avião que também estava vindo para o congresso. No domingo à noite, após a abertura do congresso (com direito a apresentação da Brass Ensemble da filarmônica de Berlim), fui com ele conhecer o lado oriental da cidade. Fomos até a Alexander Platz. Muito interessante por lá, mas fiquei pouco tempo. Ainda pretendo ir com mais calma.

Logo que cheguei no hotel, encontrei o Marco, o Zé e o Altay. Fomos almoçar e eu tive muita vontade de rir quando vi o cardápio. Um monte de letrinha misturada, algumas das quais nem existem no nosso alfbeto. Eu não tinha idéia do que pedir!

Pensei em fazer: "Mi-nha- mãe- man-dou- eu- es-co-lher- es-te- da-qui- mas- co-mo- eu- sou- tei-mo-sa- e- e-la- es-tá- no- Bra-sil- e- não- vai- sa-ber- o- que- eu- pe-di- mes-mo- eu- vou- es-co-lher- es-te- da-qui!" Mas o garçom falava inglês e a gente conseguiu pedir alguma coisa. E tomei uma cerveja da hora!

Na verdade, a gente sempre pede umas três ou quatro cervejas diferentes, uma para cada, e faz um rodízio de copos, para todo mundo experimentar todas.

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Coisa mais importante que aprendi a dizer em alemão: "Ich möchte ein bier"
Coisa mais importante que aprendi a dizer em francês: "Je voudrais un verre de vin rouge"
Coisa mais importante que aprendi a dizer em italiano: "Prego!"

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Hoje apresentei meu trabalho no congresso. Eu estava muito, muito nervosa nos 5 minutos que antecederam a apresentação. Mas quando segurei o microfone próximo à boca, ele me anestesiou. Por alguns momentos, a adrenalina foi bloqueada por algum estranho sistema de neurotransmissão e fiquei tranqüila.

Consegui falar tudo. Acho que a pronúncia estava OK. Tenho a impressão de que não falei muito rápido, nem muito devagar - mas pode ter sido só impressão. Não me perdi, não me enrolei. Consegui responder a pergunta que me fizeram.

Ou seja, tá tudo beleza! Agora que perdi a virgindade de apresentar em congresso internacional, os próximos tendem a ser ainda melhores!

No momento, no entanto, estou me recuperando da descarga de adrenalina. Ainda meio tonta, meio cansada, com os pés doendo devido ao sapato apertado (dia de apresentação eu me visto que nem gente).

Hoje à noite provavelmente vou com os meninos numa balada que tem por aqui. Você paga 12 Euros e tem direito a ir em 5 Pubs. Como tudo na vida tem limite, o máximo de cerveja por pessoa que está incluído na faixa são 40 litros. É um bom jeito de comemorar a vitória!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Algumas fotos de Bologna

Percebi que não havia posto nenhuma foto da cidade de Bologna (só do congresso). Então, aí vão algumas!




Essas duas torres aí no fundo (uma delas é torta) são o monumento mais característico da cidade. Ficam na praça central. Toda vez que a gente se perdia, acabava se orientando por elas (no meu caso não adiantava, porque eu continuava não sabendo ir delas para nenhum lugar, mas beleza!).






Nessa foto eu estava no hotel em que a Ju ficou no 1o dia, antes da gente ir para o alojamento.


Lá eles chamam esse monumento de "Duo Torri". Ou seja, não é só no Senhor dos Anéis que tem Duas Torres! :-p

Nesta foto dá para ver melhor o estilo do centro da cidade: ruazinhas estreitas, as Duas Torres que dá para a gente ver da maior parte dos lugares...








Esta é a Fonte de Netuno, que ficava em uma das principais praças de lá. Era onde a gente costumava ir para comer e beber alguma coisa depois do congresso.

Na frente, há uma igreja muito antiga e bonita. Dentro da Igreja, há algumas coisas surpreendentes, como um modelo do pêndulo de Foucault e uma linha que contém os meses, os graus de latitude terrestre e as constelações, incluindo os símbolos corretos dos símbolos e os dias dos solstícios e equinócios. Coisas extremamente católicas, certo?

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Já estou em Berlim, mas vou deixar os detalhes para depois, pois já está tarde e tenho que apresentar amanhã (boa sorte para mim!).

Estou um pouco nervosa: 1a apresentação em inglês da minha vida. Em todo caso, lá no fundo eu sei que vou tirar de letra. Eu sempre consigo... E tenho me comunicado bem por aqui. As pessoas no congresso têm elogiado meu inglês, o que para mim é uma surpresa. De repente, parece que eu de fato interiorizei a língua (a tal ponto que meus dois últimos sonhos foram inteiros em inglês!).

Estou feliz com meus progressos em várias áreas de minha vida. A Europa tem me feito aprender e perceber muitas coisas.

domingo, 20 de julho de 2008

Algumas fotos de Veneza